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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

I ENCONTRO LUDOVICENSE DE PSICOLOGIA FENOMENOLÓGICA


Tema: Reflexões e contribuições para as Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.
“Se assim estiver certo, resultaria daí a Psicologia estar mais chegada à Filosofia – por meio da Fenomenologia – em virtude de razões essenciais, e o seu destino continuar intimamente ligado a ela, apesar de ser verdade que a Psicologia não é nem pode ser Filosofia, tão pouco como Ciência Física. (EDMUND HUSSERL, 1955)
Universidade Federal do Maranhão
Campus do Bacanga
Centro de Ciências Humanas - CCH
São Luís (MA), 18 a 20 de abril de 2011

Participem e sejam bem vindos!



Escolhas manipuladas: a ilusão de realidade



Segundo Marx e seu materialismo dialético, o motor da história é a luta de classes, ou seja, há uma classe dominante e uma dominada e os desenrolares históricos se dão neste conflito em que os dominados tentam se levantar contra os dominantes. Na antiguidade e na idade média a classe dominante possuía as terras, o bem mais valioso na época. Na era moderna, com a ascensão do capitalismo, além das terras eles tinham posse dos meios de  produção. Na era pós-moderna além das terras e dos meios de produção eles detêm poder sobre os meios de comunicação.
Mas será somente a posse dos meios de produção e comunicação suficientes para legitimar a posição dos dominantes? Como “os donos do poder” conseguem se aproveitar de uma maioria ,sendo eles minoria? Somente por conta do poder econômico e político?
De certa forma sim. A classe dominante possui estratégias de manipulação de massa que nos faz crer que escolhemos nosso destino. Desde a idade média a igreja já justificava a existência do bem e do mal pelo “livre arbítrio”. Na sociedade pós-moderna eles pregam “façam suas escolhas”. Mas não se escolhe nada, somente existe o discurso enganador, que dá uma falsa impressão de liberdade.
Toda essa manipulação acontece sorrateiramente, invisível, longe de qualquer suspeita da maioria do povo. Os que percebem se calam, por medo no começo e depois se entregam as vicissitudes da vida: emprego, casamento, filhos, etc. E assim ficamos a mercê das escolhas dos outros, em detrimentos das nossas próprias.
Pois digo que podemos mudar esta situação. E usarmos da própria estratégia da classe dominante, para que possamos viver nossa existência como homens. E não mais como fantoches. Podemos revolucionar nossas vidas por meio de “escolhas”. Mas não aquelas falsas escolhas, manipuladas por outros. E sim por nossas próprias escolhas.
Escolher, na orientação fenomenológico-existencialista de Sartre é muito mais que um ato isolado. É todo um empreendimento de vida. Tanto pessoal, quanto universal. Quando escolhemos nos tornamos homens, conscientes da nossa existência. Nas palavras de Sartre: “Nunca se é homem enquanto não se encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer”. 
Assim podemos dizer que a essência precede a existência. Não temos uma essência pré-definida por algo divino, já que a própria igreja prega um livre arbítrio. Tornamo-nos humanos a partir do momento que fazemos nossas primeiras escolhas. Escolher, portanto, é um ato de consolidação da nossa existência.
Neste sentido somos responsáveis por nós mesmos. Toda nossa vida pode ser alterada pó uma única escolha. Esta afirmação é muito bem ilustrada pelo filme: Efeito Borboleta, onde o personagem principal misteriosamente consegue voltar no tempo e alterar uma escolha que fez no passado. A cada ato de escolher que ele alterava, todo seu futuro era alterado.
Mas, escolher consciente é muito mais trabalhoso. Primeiro devemos abrir os olhos e observar a realidade ao nosso redor. Tomar uma posição crítica e, como diz Hurssel, abandonarmos a “atitude natural”.
Só assim poderemos distinguir as escolhas impostas a nós das que são verdadeiramente nossas. Há os que estão cientes da ilusão em que vivem e continuam a aceitar viver nelas, porém estes fizeram sua escolha. A preocupação maior recai sobre os cegos, a maioria do povo, cuja escolha quem detém são os outros.
O caso do Brasil é gritante. A maioria do povo se contenta com as escolhas feitas pela cúpula política que, teoricamente estão lá para nos representar. Muitos escolhem ainda pelo “voto de cabresto”, não tão diretamente manipulado como outrora, e sim de forma indireta, sutilmente manipulada através de políticas assistencialistas. E como a História tudo se repete, ainda agora se utiliza o “pão e circo”, comida e festa para o povo e tudo é esquecido. E com ajuda dos meios de comunicação, as escolhas são manipuladas.
Portanto, segundo Sartre e sua filosofia fenomenológico-existencialista somos responsáveis por sermos o que somos. E mais. Somos detentores do poder de mudar nossa realidade e as dos outros. Pois quando escolhemos, devemos nos perguntar: e se todo o mundo escolher assim? Nossas escolhas são os motores da história, da nossa e do mundo todo.
Mas em primeiro lugar é necessário tornas nossas escolhas conscientes. E como Platão pregava “sair do mundo das sombras”. E, além disso, e mais importante, devemos voltar para o “mundo das sombras” e avisar os outros que lá permaneceram. E assim fazer com que todos nós seres humanos, se tornem verdadeiramente humanos.


Psicologo da Net

REFERÊNCIAS

GILES, Thomas Ransom. Jean-Paul Sartre IN: História do Existencialismo e da Fenomenologia, volume 2 . São Paulo, EPU e EDUSP, 1975. PP. 293-367


Uso e abuso de drogas como um comportamento adjuntivo

Histórico sobre comportamento adjuntivo:

Em 1961, Falk fazendo um experimento, percebeu que poderia existir outro tipo de comportamento, além dos outros dois já conhecidos (respondente e operante). Nesse experimento ele usou ratos  privados de alimentos. Além da barra , havia a disposição do rato água. Após a rpb o reforço era apresentado (allimento). Como resultado colateral da contingência “barra – rpb – alimento” outro comportamento era apresentado : o de beber água (polidpisia)
Falk notou algumas características deste possível novo tipo de comportamento:

1-      O comportamento adjuntivo possuía alta freqüência , as vezes superando o operante
2-      Ocorre após a liberação e reforço
3-      Depende de esquemas intermitentes (principalmente de tempo)
4-      Depende do tipo de alimento (qualidade e quantidade) , ou seja dos aspectos ambientais
5-      É considerado um fenômeno colateral
6-      Resulta da intermitência do estímulo reforçador

Definição

O comportamento adjuntivo é um efeito colateral da contigência, não ocorre em dependência da contigencia e sim do esquema de reforçamento intermitente.

Aplicação: comer em excesso, drogadição , roer unha etc.

Controvérsias:

  1.        Ainda não se sabem a certo se estes comportamentos induzidos ocorrem da mesma forma com humanos e não humanos
  2.           As características não são regulares



·         Comportamento adjuntivo : uso e abuso de drogas

Alguns estudiosos acreditam que comportamento adjuntivo sirva como um modelo alternativo para a compreensão de transtornos comportamentais.  Entre estes o uso e abuso de drogas.

“A diversidade de excessos comportamentais que podem ocorrer sob um esquema de reforçamento indutor localiza o abuso de drogas com um caso especial dentro de um contexto em que condições ambientais podem gerar muitos tipos de disfunções comportamentais” (Falk, 1993).Quando água ou outras soluções são disponibilizadas sob um esquema indutor, seu consumo excessivo e a manutenção da auto-administração dessas substâncias podem ocorrer.

 Psicologo da Net



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aposentadoria de Ronaldo Fenômeno e Psicologia

   "A aposentadoria de Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Ronaldo “Fenômeno”, coloca em evidência um assunto muito importante no mundo da bola: estão os jogadores se preparando para encerrarem as atividades da carreira no futebol? O tema ganhou força após Ronaldo, de 34 anos de idade (18 anos de carreira), anunciar oficialmente a decisão de parar de jogar, ocorrida no início da tarde desta segunda-feira, 14 de junho de 2011, no Centro de Treinamento Joaquim Grava, do S.C. Corinthians Paulista."   


  É verdade, muitas pessoas não se preparam para a aposentadoria. Tanto financeiramente quanto psicologicamente há uma precariedade  por parte dos seres humanos na preparação para a velhice. Ser idoso, ser aposentado são estados complicados.

  No caso de Ronaldo Fenômeno não deixa de ser diferente, ele passou mais de 90% da sua vida sendo jogador de futebol. Como de repente deixar de ser o que é? É uma transformação rápida e assustadora. Para não se sofrer tanto recomenda-se que haja uma preparação financeira e  psicológica.

  Financeiramente podemos dizer que se aposentar apenas através do Sistema Previdenciário do Governo é inviável, pois uma pessoa acostumada com uma alta renda não conseguirá viver com uma aposentadoria tão baixa como é a oferecida.

  Opções para este problema estão em vários lugares: você pode investir em um negócio , seja empreendedor. Se precisar de um empréstimo tome cuidados com os juros. Mas esta é uma boa opção.

  Ou você pode  fazer um plano de aposentadoria em um banco privado. 

  Psicologicamente você se prepara achando Hobbies. Após a aposentadoria precisa-se "ter o que fazer". Normalmente os aposentados se queixam do ócio. De ficarem em casa, deitados. Procure esportes, passeios, pinte um quadro.

  Enfim é isso, espero que ajude muitas pessoas .





  


ACP - Abordagem Centrada Na Pessoa


  A abordagem centrada na pessoa, originalmente terapia centrada na pessoa, é uma abordagem psicoterapêutica desenvolvida por Carl Ransom Rogers e seus colaboradores. Carl Rogers é tido como o primeiro psicólogo a abordar as questões principais da Psicologia sob a ótica da “Saúde Mental”, ao contrário de outros estudiosos cuja atenção se concentrava na idéia de que todo ser humano possuía umaneurose básica. Rogers rejeitou essa visão, defendendo que, na verdade, o núcleo básico da personalidade humana era tendente à saúde, ao bem-estar. Tal conclusão sobreveio a um processo meticuloso de investigação científica levado a cabo por ele, ao longo de sua atuação profissional.
  A partir dessa concepção primária, o processo psicoterapêutico consiste em um trabalho de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a liberação desse núcleo da personalidade, obtendo-se com isso a descoberta ou redescoberta da auto-estima, da auto-confiança e do amadurecimento emocional.
  Há três condições básicas e simultâneas defendidas por Rogers como sendo aquelas que vão permitir que, dentro do relacionamento entrepsicoterapeuta e cliente, ocorra a descoberta desse núcleo essencialmente positivo existente em cada um de nós. São elas:
  • a consideração positiva incondicional
  • a empatia
  • a congruência
Em linhas gerais, ter consideração positiva incondicional é receber e aceitar a pessoa como ela é e expressar um afeto positivo por ela, simplesmente por ela existir, não sendo necessário que ela faça ou seja isto ou aquilo; a empatia, por sua vez, consiste na capacidade de se colocar no lugar do cliente, ver o mundo pelos olhos deles e sentir como ele sente, comunicando tal situação para ele, que receberá esta manifestação como uma profunda e reconfortante experiência de estar sendo compreendido, não julgado; por último, é a congruência a condição que permitirá ao profissional, embora nutra um afeto positivo e incondicional por seu cliente e tenha a capacidade de “estar no lugar” dele, a habilidade de expressar de modo objetivo seus sentimentos e percepções, de modo a permitir ao cliente as experiências de reflexão e conclusão sobre si mesmo.
  O interessante na abordagem rogeriana é que a aplicação do seu método em psicoterapia, passa por um processo de amadurecimento do próprio psicoterapeuta, já que ele não pode simplesmente apropriar-se da “técnica”, antes que lhe seja próprio e natural agir conforme as condições desenhadas por Rogers. Percebe-se então, por exemplo, que a expressão de uma afetividade incondicional só ocorre devidamente se brotar com sinceridade do psicólogo; não há como simular tal afetividade. O mesmo ocorre com a empatia e com a congruência. Por isso se diz que não existe uma “técnica rogeriana”, mas sim psicólogos cuja conduta pessoal e profissional mais se aproximam da perspectiva de Carl Rogers.
Outro ponto a considerar é que após longos estudos, Carl Rogers chegou a conclusão de que as três condições que descobriu são eficazes como instrumento de aperfeiçoamento da condição humana em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, tais como: na educação entre professor e aluno; no trabalho entre chefes e subordinados; na família entre pais e filhos ou entre marido e mulher.

Fonte: wikepedia


Existencialismo



Existencialismo é uma corrente filosófica surgida entre os séculos XIX e XX, a qual tem por base a afirmação dos ideais de liberdade, responsabilidade e subjetividade do ser humano. Este, segundo o pensamento filosófico, tem livre arbítrio e deve utilizar a razão para fazer as melhores escolhas. 

Esta corrente procura analisar o homem como indivíduo, e é ele quem faz sua própria existência. Percebe-se assim, a preocupação em explicar o sentido das vidas humanas de uma forma subjetiva, ao invés de se preocupar com verdades científicas relativas ao universo, que fora o centro de outras correntes filosóficas.

O existencialismo foi inspirado nas obras de Arthur Schopenhauer, Soren Kierkegaard, Fiódor Dostoievski, Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl e Martin Heidegger, tendo sido difundido principalmente por meio das obras de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

Tal corrente de pensamento teve significativa influência da religião, uma vez que muitos filósofos eram cristãos. Pascal e Kierkegaard, por exemplo, eram cristãos dedicados. Nietzsche também acreditava, de certa forma, na existência de um Criador. O existencialismo pautado na religião afirmava que a fé defende o indivíduo e guia suas decisões como um conjunto rigoroso de regras. 

Para os filósofos existencialistas contemporâneos, a existência humana é vista como algo muito rico e complexo. Por isso, é impossível ser enquadrada em sistematizações abstratas. 


Fonte: http://www.alunosonline.com.br/filosofia/existencialismo/

Para mais sobre:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo

http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812008000200002

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31732004000100005&script=sci_arttext

Gestalt

  Por volta de 1870, alguns estudiosos alemães começaram a pesquisar a percepção humana, principalmente a visão. Para alcançar este fim, eles se valiam especialmente de obras de arte, ao tentar compreender como se atingia certos efeitos pictóricos. Estas pesquisas deram origem àPsicologia da Gestalt ou Psicologia da Boa Forma. Seus mais famosos praticantes foram Kurt Koffka, Wolfgang Köhler e Max Werteimer, que desenvolveram as Leis da Gestalt, válidas até os nossos dias. Com seu desenvolvimento teórico, a Gestalt ampliou seu leque de atuação e transformou-se em uma sólida linha filosófica.

  Esta doutrina traz em si a concepção de que não se pode conhecer o todo através das partes, e sim as partes por meio do conjunto. Este tem suas próprias leis, que coordenam seus elementos. Só assim o cérebro percebe, interpreta e incorpora uma imagem ou uma idéia. Segundo o psicólogo austríaco Christian von Ehrenfels, que em 1890 lançou as sementes das futuras pesquisas sobre a Psicologia da Gestalt, há duas características da forma – as sensíveis, inerentes ao objeto, e a formais, que incluem as nossas impressões sobre a matéria, que se impregna de nossos ideais e de nossas visões de mundo. A união destas sensações gera a percepção. É muito importante nesta teoria a idéia de que o conjunto é mais que a soma dos seus elementos; assim deve-se imaginar que um terceiro fator é gerado nesta síntese.


Leis da Gestalt


  Observando-se o comportamento espontâneo do cérebro durante o processo de percepção, chegou-se á elaboração de leis que regem esta faculdade de conhecer os objetos. Estas normas podem ser resumidas como:

- Semelhança: Objetos semelhantes tendem a permanecer juntos, seja nas cores, nas texturas ou nas impressões de massa destes elementos. Esta característica pode ser usada como fator de harmonia ou de desarmonia visual.

- Proximidade: Partes mais próximas umas das outras,em um certo local, inclinam-se a ser vistas como um grupo.

- Boa Continuidade: Alinhamento harmônico das formas.

- Pregnância: Este é o postulado da simplicidade natural da percepção, para melhor assimilação da imagem. É praticamente a lei mais importante.

- Clausura: A boa forma encerra-se sobre si mesma, compondo uma figura que tem limites bem marcados.

- Experiência Fechada: Esta lei está relacionada ao atomismo, pensamento anterior ao Gestalt. Se conhecermos anteriormente determinada forma, com certeza a compreenderemos melhor, por meio de associações do aqui e agora com uma vivência anterior.


Para mais informações: 


Para acadêmicos: 




Psicanálise


Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psicologia desenvolvido por Sigmund Freud, médico neurologista vienense nascido em 1856 que se propõe à compreensão e análise do homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente e abrange três áreas:
  1. um método de investigação da mente e seu funcionamento;
  2. um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humanos;
  3. um método de tratamento psicoterapêutico.
Essencialmente é, assim, uma teoria da personalidade e um procedimento de psicoterapia; a psicanálise, contudo, influenciou muitas outras correntes de pensamento e disciplinas das diversas ciências humanas, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.
Importante ainda é observar que em linguagem comum, o termo psicanálise é muitas vezes usado como sinônimo de psicoterapia ou mesmo de psicologia. Em linguagem mais própria, no entanto, psicologia refere-se à ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, psicoterapia ao uso clínico do conhecimento obtido por ela - ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo - e psicanálise refere-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud; psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras formas de psicoterapia.

Para o publico em geral acessar: http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise
Para os acadêmicos: 

Behaviorismo Radical

O Behaviorismo Radical de B. F. Skinner é constantemente acusado de eliminar a mente de sua explicação do comportamento humano. Uma análise do livro The Concept of Mind, de Gilbert Ryle, sugere a possibilidade de defender a existência de uma mente relacional, diferente da categoria de existência da mente defendida em interpretações cartesianas (mente substancial). A análise de alguns textos de Skinner sugere que o conceito de uma mente relacional também pode ser defendido no Behaviorismo Radical. Esse fato, culminaria na possibilidade de que, além de filosofia da Ciência do Comportamento, o Behaviorismo Radical, também pode ser uma filosofia da mente, o que traria conseqüências ao estudo e à aplicação da Análise do Comportamento.


Para ver texto completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722003000100009&lng=en&nrm=iso

Abordagens Psicólógicas

Ancona-Lopes e Figueredo (1990) construíram um Guia Psi objetivando orientar leigos acerca da assim denominadas Psicoterapias – tratamento psicológico de pessoas com perturbações psíquicas, cognitivas/afetivas/psicomotoras, ou que se sentem perturbadas. Eles acabam constrindo uma outra classificação de abordagens psicológicas – que envolve as três anteriormente citadas.
1)  A Psicanálise de Sigmund Freud e seguidores – linha que eles dedicam mais espaço de descrição;
2)  A Psicologia Analítica de Carl G. Jung e seguidores;
3)  A Abordagem Centrada na Pessoa de Rogers e seguidores;
4)  O Psicodrama de Jacob L. Moreno (1889-1974);
          Essa abordagem nasceu em Viena, marcada por um clima psicológico de inquietude e instabilidade – advindo de forte crise social, histórica etc.
          Moreno propõe – nesse clima – um teatro dramático. Atento a si mesmo e aos outros homens nasce essa abordagem que apregoa a libertação do homem.
          Nasceu do próprio exercecício dramático de Moreno, de sua experiência vivida – e não de teorias.
          Drama – palavra que vem do grego - significa ação: aquilo que ocorre no momento mesmo da vivência.
          A ação mesma tem como atores – sociais – o próprio homem, o seu estar imerso em sua liberdade diante da verdade que lhe é dada social e históricamente. A mesta dessa Psicologia Dramática – enquanto intervenção prática – é conseguir com que o ser humano se aproprie dessa verdade histórica ou que ela a resgate diante da descoberta de que perdeu sua liberdade ou da qual esteve alienada. O exercecício dessa posse de si no mundo acontece tendo como facilita(dor) os jogo dramáticos/ comédios inventados e permitidos ali no setting clínico.
          Toda pessoa é incentiva e criativa, trazendo em si mesmo essas potencialidades, necessitando de espaço para expor-se. Assim, as experiência vão marcando o ser humano, e o nascimento é sua primeira experiência de ser no mundo. O nascer é uma experiência boa, da qual resulta a vida, a existência.
          O nascer – (com)partilhado pelo bebê, mãe e pai – é uma vivência positiva e ao mesmo tempo a matriz espontânea na qual o ser terá sua personalidade desenvolvida. As experiências que aparecerão a partir daí vão moldando essa personalidade.
          Entretanto nem todas as experiências são vivências positivas, ou vividas como tal. A pessoa corre o risco de sentir-se ou tornar-se pequena/ limitada, não muito criativa – em desacordo com suas potencialidades – nada natural/ espontânea. Nada mais partirá de si, mas das determinações ou “conservas culturais” – “nos produtos já estabelecidos socialmente que determinam os comportamentos esperados, estabelecem regras e impedem manifestações inovadoras” (Ancona-Lopez; Figueredo, 1990; p. 131-132).
          As psicodramatizações objetivam: liberar a espontaneidade; facilitar o uso da criatividade; estabelecer novas redes de sentidos ou de significados etc. Valoriza-se o tempo presente penetrado que está pelo passado e pelos projetos futuros. Nesse processo o sujeito exterioriza suas experiências de ser no mundo.
          Geralmente esse processo é grupal – mas pode ocorrer individualmente - onde aparece uma rede sociométrica e papéis sociais onde se articula o drama: o protagonista (porta-voz do drama0 vivencia papéis envolvidos na psicodramatização até chegar à catarse de integração. Para que isso ocorra tem-se que dar conta da alienação – de si mesmo no mundo – recuperando o desejo próprio e a singularidade própria da ação.
         Fases do psicodrama:
a)  Aquecimento inespecífico : fase da preparação; procura de um tema comum; localização de um protagonista;
b)  Aquecimento específico e dramatização : aquecimento para a dramatização de uma temática específica com a finalidade de reconstituição da realidade vivida e atualização dos papéis implicados nessa vivência;
c)  Cometários : amplia-se a discussão junto com o grupo, envolvendo o protagonista e as insere dentro do contexto social e histórico.
5)  A Psicologia Existencial de Rollo May – considerado um Psicanalista Humanista; Boss; Binswanger; Van den Berg; Viktor Emil ou Emmanuel Frankl e Carl R. Rogers – e hoje acrescentaríamos Eugene Gendlin, John Wood – que vive no Brasil, Jayme Roy Doxsey – nascido nos EUA e naturalizado brasileiro; Yolanda Cintrão Forghieri, Franz Rúdio – que já lecionou na UFES, Franz Karel – ex-professor da UFES, Hiran Pinel – professor do Centro de Educação da UFES, Paulo Roque Colodete – psicólogo clínico e psicopedagógico de Linhares- ES etc.
          Para a Psicologia Existencial o homem é um ser livre e capaz de fazer escolhas – e ao fazer, perder outras mais, e sofrer ou nõ por isso. Ele também apresenta capacidades de fazer seus projetos de vida. Ele escolhe e se responsabiliza pelas escolhas, mas é um ser inventivo, provoca(dor) e pode na sua irresponsabilidade assuntada mostrar-se responsável dentro de um contexto social , histórico, econômico, ideológico etc. Ele é apronta(dor) e pode no cotidiano deixar-se penetrar pela alienação, pela banalidade mas também pela criatividade.
          Nesse sentido homem é um devir, sempre incompleto, finito, aberto às experiências, incerto, que não se repete etc. É um ser no mundo, isto é, deve ser compreendido contextualizado social e historicamente, sofrendo impacto complexo dessas e outras variávéis.
          Essa vertente “bebe” na fonte de grandes filósofos fenomenológicos-existenciais como Kierkegaard, F. Nietzche – o que não me mata, me faz forte e me dá vida, me sustenta - Hussel, M. Heidegger, Sartre e Merleau-Ponty.
          O existencialista preocupa-se com o ser, compreensão, experiência etc.
          Os psicólogos existenciais e fenomenológicos – profissionais e pesquisadores - respeitam os significados – e/ ou sentidos – que o sujeito atribuí à suas experiências e o projeto que ele delineia para sua vida. No encontro entre ambos, o profissional procura esclarecer como o sujeito vê e sente a si mesmo no mundo, o que deseja e como sinaliza suas potencialidades.
          Colodete e Pinel (2004) criaram um pequeno glossário de Psicologia Humanista Existencial. Vamos ler/ estudar esse dicionário ou glossário?
          Nesse glossário os autores procuram conceituar e compreender os seguintes termos indispensáveis para que se efetue –pelo menos sob a ótica sentida deles - uma pesquisa existencia:
COMO É;
COMPREENSÃO;
COTIDIANO;
ENTE;
ESCUTA SENTIDA/ CLÍNICA/ ATIVA/ PARTICIPANTE;
EXISTÊNCIA;
EXISTIR;
EXPERENCIAR;
EXPERIÊNCIA;
GUIA DE SENTIDO – GS;
O QUE É;
SER;
VIVENCIAR.
          Vamos estudar o texto – aqui reproduzido entre aspas:
          “!Como é: interrogação fundamental da pesquisa fenomenológica-existencial, significando seu interesse pelo processo interdinâmico daquilo que é ao estar sendo no mundo: Como é “isso” no mundo?
          !Compreensão : o ato de envolvimento existencial e distanciamento reflexivo junto a um outro. O mesmo que processo empático, ou escuta empática, onde o pesquisador se coloca no lugar do outro como se fosse o outro e imbrincando-se ai mesmo. Objetiva apreender o que for possível da existência do ser através dos seus modos de ser.
          !Cotidiano : espaço do homem da rua, prenhe de alienação e de “babaquices”, mas, principalmente, é espaço onde o sujeito, imerso no seu dia a adia, inventa táticas criativas e de oposição ao estabelecido, através de trocas e de práticas efêmeras. O trabalho de Certeau comparece para resgatar o positivo e o encantado que irrompe no cotidiano miúdo das pessoas, no seu dia a dia. O cotidiano é o espaço propício para os mostramentos do ser.
          Compreendemos esse cotidiano como pois espaços criativos, provocadores e não apenas lugar das alienações, de repetições e de loucura, mas das astúcias e invenções, como bem descreve Michel de Certeau (1996). Para nós, o ser no cotidiano, é o modo de ser inventivo e enfrentativo, mantendo a vida vivida cotidianamente, criando e recriando modos alternativos de ser ai mesmo.
          !Ente : para efeitos de nossa pesquisa, consideramos ente, o ente humano; ser humano; o homem; a mulher; a pessoa.
          ·Escuta sentida/clínica/ativa/participante : refere-se a uma atitude de escutar ao outro, colocando-se no lugar do outro como se o outro fosse. Ao mesmo tempo, exige engajamento do escutador sentido, exigindo, às vezes, uma tomada de decisão de participar de modo mais explícito, mas sem nunca abandonar a escuta sentida como base e fundamento da intervenção para coleta e análise de dados pesquisa ou de outro evento (psicopedagogia; ensino escolar; psicoterapia; aconselhamento etc.).
          !Existência: refere-se ao ato sentido da pessoa lançar-se ou jogar-se no mundo; do sentir dessa pessoa; do viver da pessoa; o psicólogo existencial se interessa pela vida vivida, pela experiência do outro, escutando desse outro como experencia.
          ·Existir : é o mesmo que ser ; ser – escrito em letra minúscula - é um constante e movimentado vir a ser sendo (devir); existir é ser. Ver conceito de ser , neste glossário.
          !Experenciar: refere-se a uma ou mais experiências vividas intensamente pelo próprio sujeito, que de tão impactantes, acabam por marcar o seu mais profundo e significativo ser (sendo: devir), isto é, sua vida afetiva, que “como a metáfora das águas, conduz o barco da cognição, tornando-se ambos indissociáveis” (Pinel, 2004; p. 3). Para efeitos de pesquisa, o termo experenciar será o mesmo que vivenciar. Ver conceito de vivência, neste glossário.
          !Experiência : aquilo que se passa no interior ou na subjetividade da pessoa, descrito do ponto de vista dela mesma; aquilo que é descrito pela pessoa mesma que experencia uma ou mais situações do mundo e das relações interpessoais – objetividade - mostrando ser seus modos de ser no mundo, num enlace indissociável enter “subjetividadeobjetividade”.
          !Guia de sentido - GS : termo inventado por Pinel (2000; 2003). Refere-se a subjetividade afetiva(amizade; coragem; companheirismo; amor; compaixão; ser amoroso etc.) que se vivido (experenciado), metaforicamente acopla ao Guia, fornecendo sentido à vida, e que é apreendida e descrita pelo pesquisador, no modo que apreende, procurando fazê-lo o mais próximo às experiências do outro (sujeito da pesquisa).
          O GS ou Guia de Sentido é algo (valor, atitude, energia etc.) que move o ser a ser si mesmo o mundo. Também pode ser um instrumento de coleta e análise dos dados obtidos em uma pesquisa, onde se descreve esse algo ou outros valores, atitudes, energias etc.
          O GS pode também ser (des)velador de modos de ser em relacionamentos interpessoais de ajuda, seja nos Aconselhamentos, na Psicoterapia, na Orientação Educacional ou na Psicopedagogia, que ao ser dito e escutado, provoca mudanças nos modos de ser no mundo, de alguém.
          !O que é: interrogação fundamental da pesquisa fenomenológica-existencial, significando seu interesse pelo básico, pelo indispensável, pelo fundante da existência, pela definição plena, pelo que é ao estar sendo no mundo: O que é “isso” no mundo?
          !Ser: é o ato sentido de existir concretamente no mundo em comum-união, ser no mundo, ser da alteridade. Ser sendo existência, impõe sua compreensão no contexto sócio-histórico, político, econômico, político, ideológico etc. Entretanto, também trabalhamos com o conceito de ser como algo ou aquilo que se mostra nas linguagens (humanas) – verbal e não verbal – dos entes (ver ente nesse glossário). Ser é o que aparece e que ao fazer isso ai mesmo, se deixa descrever pelo pesquisador e ser testemunhado pelo leitor. O ser é contextualizadosócio-históricamente, e está em estado de devir, inconcluso que é. O ser, nesse sentido, não é pois essência,existência que é. Também não é, entre outros aspectos, fixo e nem estável, muito menos coerente e unificado: éafixado, desestabilizado, incoerente, desunificado... Nossa concepção de ser diferencia-se pois de sua etimologia que destaca a fixação, o assentamento, a essência. Para nós, o lugar / tempo onde o ser mais se mostra é nocotidiano (ver cotidiano nesse glossário). Também concordamos com Carreteiro (in Sawaia et al., 2001) que pensar o ser do homem é identificar este esforço para uma ultrapassagem contínua. Para nós este esforço é visto nas maneiras de fazer do homem/ mulher no cotidiano, advindo do seu ser e dos modos de ser.
          O termo 'ser' então é algo como aquilo que do ser humano se mostra, o que aparece e que ao fazer isso ai mesmo, se deixa descrever pelo pesquisador e ser testemunhado pelo leitor. O que se se mostra são subjetividades, e teremos que ir à cata dos seus modos de ser cotidianamente, lidos/ sentidos/ intuidos que serão nos intertextos afetivos / cognitivos. Outro aspecto importante a destacar é o que desejamos falar / sentir quando propomos trabalhar com a categoria ser .
          O ser é também marcado pelo contexto sócio-histórico, uma singularidade na pluralidade de ser mesmo aí. O ser, nesse sentido de trocas complexas (eu / tu / nós / mundo / história / sociedade) está em estado de devir, incompleto e à deriva que sempre está, aberto ao mundo, e à sua finitude que o joga nesta mesma mundanidade. O ser não é pois essência, existência que é. Ser é existir, e a existência é frágil / forte, bela / feia... tudo a só tempo. Tempo “solchuva”, arco irís multicolor e aberto a mais cores ao olhar de quem “vêsente”.
          Estamos interessados pelos modos de ser cotidiano de Ingridi. O que veremos / sentiremos serão assubjetividades pelo viés da vida afetiva com seus sentimentos, emoções e desejos. Dessas subjetividades iremos à cata dos modos de ser cotidianamente esta menina.
          Se ser é existir , e a existência é sempre aberta, complexa, incompleta, indefinida etc., podemos afirmar que não sabemos dizer ou categorizar modos de ser do ser (humano), e será no processo mesmo de coleta de dados e de sua discussão que poderemos apreender sinais desses modos , sempre abertos ao leitor, àvido ou não de (re)descrever mais e mais modos .
          !Vivenciar : para efeitos de pesquisa será o mesmo que experenciar; “coisas” da vida vivida que o ser humano experimentou vivendo, vivenciando; conhecimento sentido adquirido no processo de viver; uma experiência que metafóricamente penetra na pele e na alma do ser” (Colodete e Pinel, 2004; p. 51).
          Eis um exercício:
          Procure produzir um paper existencial.
          Faça um relato de sua prática pedagógica sentida. Escolha um situa'vcão onde o aluno / aluna te (co)moveu seja provocando raica, ódio, amor, (com)paixão, alegria etc.
          Coloque esse seu artigo em alguma home page de pessoas que você conheça- ou quem sabe, você a abra. Avise ao seu orientador acadêmico e ao seu professor especialista.
          Fala desse seu paper nas tele conferências. Escreva sua experiência no blog, uma espécie de diário de aprendizagem na rede – tempo real. O bom de você fazer isso é que eu posso acompanhar esses tarbalho escolar/ acadêmico, e com isso divulgar nosso trabalho, não é?!
          Lembre-se nosso ne@ad já tem o blog, mas você pode criá-lo (Gentili, 2004).

6)  A Terapia Gestáltica – de Frederick Perls (1983-1970);
          Maria do Rosário Camacho (2004) investiga a conpcepção de homem implícita na Gestalt proposta por Perals: Gestal-terapia. A natureza desta investigação é de característica teórica. Ela consiste no levantamento, organização e avaliação dos conceitos relacionados à concepção de homem extraídos da obra de Fritz Perls, dos artigos publicados nos últimos cinco anos no The Gestalt Journal e na bibliografia especializada publicada em português.
          Vamos ao texto mesmo de Camacho:
          (...)
          Para a Gestalt-terapia o homem constitui-se a partir de algumas características que passamos a enumerar.
O homem como ser digno de confiança :
O homem é tomado como um fim porque ele está sempre por se fazer. Não há outro legislador além dele próprio. "As coisas são, só o homem existe" (Heidegger, 1979).
O homem como ser responsável :
O homem é que fez de si mesmo, pois inexoravelmente se escolhe ser o que é. "Não há desculpa para o ser humano" (Sartre, 1978).
O homem como ser de totalidades :
O homem é composto por partes, mas é uma Gestalt. É um ser biopsico-social e só pode ser entendido se o conhecermos como um todo. O conhecimento de apenas partes deste homem leva a inúmeros enganos.
O homem como ser voltado para a consciência:
O homem pode estar permanentemente ligado ao aqui e agora através de uma tomada de consciência continuada (awareness continuum). Isto é essencial para o funcionamento adequado do ser humano que é um ser permanentemente à cata da consciência.
O homem como ser auto-regulado:
O homem possui um impulso dominante de auto-regulação pelo qual é permanentemente motivado e tende portanto ao equilíbrio.
O homem como ser em permanente energia de auto-realização:
O homem possui uma força que o movimenta na direção da satisfação de suas necessidades que, em última instância, é a auto-realização do ser, ou seja, o princípio orgânico pelo qual o organismo se desenvolve plenamente.
O homem como ser de presentificação:
O homem está em busca permanente e contínua do seu momento existencial. Pode obter esta presentificação de várias formas mas, particularmente, através do próprio corpo que constitui um discurso completo sobre ele mesmo.
O homem como ser em busca do sentido para sua existência:
O homem está em permanente busca de iluminação, isto é, em se integrar para se entregar à vida através da contextualização das suas percepções, suas experiências, sua existência.
          Destas características podemos extrair um conceito congruente com a abordagem da Gestalt-Terapia :

O HOMEM É UM SER DIGNO DE CONFIANÇA, ISTO É, É RESPONSÁVEL POR SI MESMO POIS SE ESCOLHE SER O QUE É, É UMA TOTALIDADE QUE PODE SER INTEGRADA, VOLTADO PARA A CONSCIÊNCIA, AUTO-REGULADO, EM PERMANENTE ENERGIA DE AUTO-REALIZAÇÃO E PRESENTIFICAÇÃO E EM BUSCA DE DAR UM SENTIDO ÀS SUAS PERCEPÇÕES, ÀS SUAS EXPERIÊNCIAS, À SUA EXISTÊNCIA.

          Quanto às implicações da concepção de homem no processo psicoterápico nós partilhamos da crença de que a concepção de homem adotada por uma abordagem teórica orienta e delimita o trabalho que tal abordagem realiza em todas as suas fases e dimensões.
          Assim, a abordagem da Gestalt-terapia, por assumir a concepção de homem que acima mencionamos, é orientada e delimitada em suas formulações teóricas, técnicas e práticas – incluindo sua docência e supervisão, pelo conceito de homem a que chegamos no final do item anterior.
          Vejamos as principais implicações desta concepção de homem:
· O homem é um ser digno de confiança, ou seja, os gestalt-terapeutas possuem uma profunda crença nas potencialidades humanas. Sua atitude básica é a de que o homem é capaz de lidar e resolver suas dificuldades. Isto implica em que o homem seja tomado como um fim, numa valorização dos aspectos positivos deste homem e na confiança de que tais aspectos contaminem os aspectos que, segundo o julgamento deste mesmo homem, são inadequados. Para os Gestalt-terapeutas a saúde, por exemplo, contamina a doença e a remove.
· O homem é responsável por si mesmo, isto é, ele possui uma aptidão para responder de modo a constituir sua individualidade, a constituir o seu ser. Uma das implicações mais profundas desta concepção, na qual os gestalt-terapeutas encontram-se ancorados, é a idéia da não prescrição. Nada prescrever para os outros, pois eles sabem de si e se fazem, como podem se fazer, aqui e agora.
· O homem é uma totalidade, ou seja, para os gestalt-terapeutas o homem só pode ser entendido se tomado como uma Gestalt. Em uma Gestalt há uma parte vívida que prende, em um dado momento, nossa atenção – a ela denominamos figura. Além dela há as partes restantes indiferenciadas, denominadas de fundo. Perceber o homem como uma totalidade implica, em Gestalt-terapia, tanto estar atento para a figura, quanto ao fundo e à articulação de ambas. Tal postura difere da psicanalítica que, a nosso ver, prioriza o fundo dando pouco valor à figura. E difere também do comportamentalismo que, a nosso juízo, prioriza a figura dando pouco valor ao fundo. A implicação básica de considerarmos em Gestalt-terapia o homem como uma totalidade é a de assumirmos uma postura holística.
· O homem pode ser integrado, ou seja, os gestalt-terapeutas percebem as possibilidades de superação do conflito humano de identificação X alienação, onde a pessoa tende a assumir algumas de suas características e a banir de sua percepção algumas outras. Isto implica em uma valorização da percepção do cliente, na atenção constante do terapeuta em todas as formas de comunicação do cliente – quer verbais, gestuais, oníricas, etc., e, em uma série de experimentos (propostas fenomenológicas) que objetivam o incremento perceptual.
· O homem é voltado para a consciência, isto é, o homem está propenso à atenção acerca de si e do mundo que o cerca (a palavra é aqui empregada como uma transposição do inglês awareness – qualidade ou estado de ser cônscio, ciente, atento, advertido). A implicação básica disto, em Gestalt-terapia, é a de uma luta constante no processo psicoterápico contra a alienação, para que o homem possa entrar na posse de tudo aquilo que ele é.
· O homem é auto-regulado, ou seja, o homem tende à homeostase, ao equilíbrio. A idéia de auto-regulação implica em uma concepção distinta, em Gestalt-terapia, de saúde e de doenças. Para os Gestalt-terapeutas as noções de saúde e doenças são vistas em uma curva de energia (Zinker, 1979) onde a saúde corresponde a um equilíbrio energético e a doença a um momento de desequilíbrio de energia. Vejamos a curva proposta por Zinker. Na parte exterior da curva encontra-se o ciclo de saúde e na parte interior o ciclo de doença.
· O homem está em permanente energia de auto-realização, ou seja, o homem busca ser o que necessita ser. Os gestaltistas, procurando examinar em profundidade tais necessidades, percebem ser singulares as necessidades de cada homem. A implicação básica deste exame e desta percepção é a de que cada ser guarda sua singularidade e de que não há possibilidades de generalização. Daí decorre uma nítida idéia de não interpretar, pois a interpretação pode levar a enganos na medida em que ela é feita com umreferencial teórico e/ou vivencial estranho à unicidade e singularidade de um cliente em particular.
· O homem é um ser de presentificação, isto é, o homem busca continuamente seu momento existencial. Isto implica numa ênfase ao aqui e agora. Os gestalt-terapeutas percebem que o passado é revivido aqui e agora como frustração, ansiedade, etc e que o futuro é experienciado aqui e agora como expectativa, ansiedade, etc. Vale mencionar no entanto, que o aqui e agora que é enfatizado na Gestalt-terapia refere-se ao momento existencial do cliente (quer ele se refira ao passado, ao futuro ou ao momento presente) e não ao seu momento cronológico.
· O homem busca dar um sentido às suas percepções, às suas experiências, à sua existência, ou seja, o homem busca sua contextualização. Daí decorre a ênfase que a Gestalt-terapia propõe ao como e não ao porque. Para os gestaltistas o sentido da existência pode ser melhor captado através do exame da maneira como eu vivo, do "modus faciende", do modo como eu me faço. Os gestalt-terapeutas acreditam também que uma postura que valorize as causas – os porques – normalmente retiram a pessoa da situação presente, o que leva geralmente a muitos enganos” (Camacho, 2004; p. 1).
7)  A Análise Transacional de Eric Berne.
          Desenvolve a crança de que as pessoas nascem “OK” – com todas as potencialidades e direitos a uma vida harmoniosa, inclusive o de compreender e resolver seus próprios problemas. Se a pessoa se sente “NÃO OK” ou cha que o mundo está “NÃO OK”, ela pode, através de um processo de redecisão, alterar seu roteiro de vida e a estrutura de seus relacionamentos.
          Os problemas da pessoa tiveram origem na infância, por meio de experiências infelizes e malsucedidas,com as figuras paterentais – pai e/ ou mãe – e outras figuras de autoridade.
          A adversidade deixa marca no ser da pessoa, ficando dentro dela como se fosse uma programação que contamina seus comportamentos e atitudes, gerando desarmonia e sofrimento.
8)  A Psicologia Transpessoal de Sutich.
          Sutich diz que a Psicologia Transpessoal é aquela que está direcionada – direta ou indiretamenet – para o reconhecimento, a aceitação e a percepção dos estados últimos.
          Antes da abordagem psicoterapêutica da Psicologia Transpessoal, outras aobrdagens já transitavam por está área: Psicologia de Jung que estudou Astrologia, o I Ching etc. O psicanalista italiano Roberto Assagioli que considera o homem em constante transformação, em um processo de crescimento e atualização de seu potencial, buscando sempre a sua auto-realização. Maslow, Sutich e Grof assosicam a Psicologia Transpessoal como um dos desdobramentos da Psicologia Humanista. Maslow estudou, por exemplo, experiências místicas ou de “pico” tidas como espirituais e facilitadoras de meditação, proximidade da morte e estados alterados de consciência.
          Esses eatados podem ser interpretados por psicólogos tradicionais como psicopatológicos, esquecendo que essas pessoas se beneficiam com estes eatados, “pois atendem às suas necessidades de desenvolvimento espititual. [Para Maslow] (...) os impulsos para alcançar os valores superiores (metavalores) são intrínsecos à natureza humana” (Ancona-Lopes e Figuedo, 1990; p. 152).
9)  As Psicoterapias e Técnicas Corporais de Wilhelm Reich, Lowen, J. H. Schultz – Treinamento Autógeno; J. Faust; Petho Sandor; L. Michaux; Relaxamento Carátero-Analítico;
          De modo geral os atendimentos nessa esfera da psicoterapia, o psicólogo se utiliza de movimentos estimulantes no corpo do educando/ cliente, “ (...) deslizamentos, leves amassos, percussão e vibração” (Ancona-Lopez e Figueredo, 1990; p. 159).
          Lembrem-se que Reich trabalha e valoriza o Orgasmo propriamente dito, ofísico-sexual – e ainda assim coloca regras para esse estado de transe e prazer. Seu fóco foi apenas o heterrossexual como vertente mais saudável. Dizia que deveria ser impedido fantasias irrelevantes e com uma duração apropriada. “Sobretudo, um verdadeiro orgasmo tinha que resultar na complexa libertação da libido bloqueada. Por outras palavras, a potência orgástica era definida em têrmos econômicos; era ‘a capacidade de completa descarga de tôda a excitação sexual reprimida, através de agradáveis contrações involuntárias do corpo” (Robinson, 1971; p. 15).
10)  A Psicoterapia Comportamental de Nucci , Skinner , Lazarus